Conhecida também por medicina do trabalho, a área de saúde ocupacional vem ganhando cada dia mais espaço. Em meio aos avanços da legislação trabalhista e com o início próximo do eSocial, as empresas buscam adequar seus processos relacionados à saúde do trabalhador, internalizando uma equipe própria ou terceirizando este serviço para as clínicas de saúde ocupacional.

Esta mediação entre empresa e trabalhadores é necessária para garantir a aptidão no exercício das funções, dentro de um ambiente que ofereça condições físicas e mentais para sua realização. Desta forma, a saúde ocupacional fornece o respaldo legal para que os trabalhadores atuem em ambientes seguros, que não representem risco à saúde.

Em meio à crise, a tendência do mercado para as clínicas de saúde ocupacional é de crescimento, o que abre uma lacuna para a atuação de novas clínicas. Então se você está pensando em abrir sua própria clínica ou mesmo se atua em uma e procura se atualizar, leia o post e conheça os cinco pontos que você não pode deixar de saber sobre a gestão de clínicas de saúde ocupacional!

1 – Adequação à legislação e normas

A sua clínica de saúde ocupacional exerce responsabilidade legal sobre os seus clientes.  Ela deve seguir Normas Técnicas, que apresentam regras, características e diretrizes das atividades, de forma a garantir a qualidade dos serviços; deve ainda seguir a legislação específica, por ser uma atividade de caráter público.

A partir das normas e leis, sua clínica precisa prestar manutenção periódica aos equipamentos que utiliza nos exames internos – como audiômetro e espirômetro, realizar a coleta de exames laboratoriais em ambiente apropriado, certificar-se dos parâmetros exigidos no exame de acuidade visual, entre diversas outras responsabilidades que englobam a extensa lista que rege o exercício das atividades de saúde ocupacional.

2 – Definição da forma de faturamento

O formato de faturamento praticado pela clínica de saúde ocupacional varia de acordo com diversos fatores: porte da clínica, capacidade de atendimentos, quantidade de clientes, número médio de trabalhadores por cliente, entre outros. A partir da análise destes dados, pode-se chegar à definição do melhor modelo de faturamento a ser adotado. Listamos os três mais utilizados no mercado:

Por vida

A previsibilidade e a estabilidade de receita é o ponto alto ao optar por este formato. Mas, ele pode não ser tão benéfico caso seus clientes tenham uma alta rotatividade de trabalhadores, principalmente se estes não atuarem por um período mínimo nas empresas. O que pode acontecer é não conseguir cobrir os custos dos exames realizados.

Por exame

Esta é uma opção bastante adotada. O cliente paga o serviço conforme o uso, porém como a quantidade de exames e os períodos para a realização são variáveis. A clínica não recebe um valor estável de mensalidade, o que exige um cuidado financeiro maior para não ter prejuízo.

Misto

A mescla do valor fixo de mensalidade com o valor por exame, possibilita oferecer aos seus clientes uma mensalidade e custo por exame menores. Este formato permite um faturamento mais equilibrado, pois há um valor mínimo fixo que cobre os custos do exame.

 

Dicas Infalíveis para o sucesso da sua clínica3 – Comunicação com os clientes

Outro fator essencial para a boa gestão de clínicas de saúde ocupacional é a comunicação com os clientes.

Isso porque, para realizar um serviço eficiente, em dia, e de acordo com as normas exigidas pela legislação, é preciso que os seus clientes repassem as informações necessárias dentro dos prazos estabelecidos.

É importante também que a clínica informe as demandas, alterações legais e mantenha a transparência nas relações. Veja alguns pontos de atenção:

 

Realização de exames no prazo adequado

Cada tipo de exame exige um prazo específico para sua realização, por isso é preciso estar atento às datas:

Exames admissionais, demissionais e de troca de função devem ser feitos antes do trabalhador ser admitido, demitido ou ter sua função, atividades, posto de trabalho ou setor alterados na empresa.

Com a chegada do eSocial, os dados destes exames deverão ser enviados assim que o atestado for emitido pelo médico do trabalho e, no caso da troca de função, deve ser enviado de forma pontual.

Exames de retorno ao trabalho devem ser realizados obrigatoriamente no primeiro dia de volta ao trabalho. Para o eSocial os dados são enviados de forma pontual.

Exames periódicos devem respeitar a periodicidade determinada no PCMSO da empresa, de acordo com a atividade exercida pelo trabalhador. Para o eSocial os dados são enviados de forma pontual.

 

Comunicação das alterações legais

A saúde ocupacional é regida por diversas Normas Regulamentadoras (NRs) e leis, que devem ser cumpridas pelos empregadores, a fim de evitar multas. A sua clínica de saúde ocupacional deve estar atenta às mudanças nas normas e legislação para atualizar seus clientes sobre as alterações, para que estes realizem as adequações necessárias dentro do período exigido.

 

Transparência com acordos financeiros

A sua clínica de saúde ocupacional atua em conjunto com diversas outras empresas terceiras, as quais podem reajustar seus valores em diferentes períodos. Isso impacta diretamente no valor do seu serviço e, mais dia menos dia, terá que ser repassado para os seus clientes. Mas como minimizar valores e concentrá-los em apenas um repasse anual?

É importante estar aberto para conhecer outros fornecedores com os quais os preços possam ser mantidos, mas claro, mantendo também a qualidade do serviço prestado.

Entretanto, quando não for mais possível segurar o repasse do aumento e, reajustes e renegociações de contrato tiverem de ser realizados, é importante deixar claro o motivo da alteração nos valores ou mesmo na alteração dos parceiros de sua clínica. Essa é uma forma transparente de comunicação e um momento potencial para estreitar a confiança entre você e seus clientes.

4 – Relação da clínica com terceiros

A parceria entre a sua clínica e as empresas terceirizadas com as quais se relaciona precisa atender às expectativas dos seus clientes. Algumas particularidades devem ser levadas em consideração para a comodidade dos trabalhadores.

Por exemplo: exames que exijam jejum devem ser agendados somente para o período da manhã; o envio dos resultados dos exames deve ser feito para a clínica na mesma data em que ficou pronto, evitando aguardar um número mínimo de exames para que a entrega seja feita; entre outras tantas situações que impactam diretamente na eficiência, na praticidade e na comodidade dos seus clientes.

Mediante isso, é necessário conhecer a realidade dos processos de trabalho dos seus terceiros a fim de identificar quais estão adequados à forma de atendimento da sua clínica e à satisfação dos seus clientes.

5 – Gestão de clínicas de saúde ocupacional e gestão da equipe

Cada um dos membros de sua equipe executa um trabalho essencial e interligado com o trabalho do outro. Em uma estrutura comum de clínica de saúde ocupacional, encontramos profissionais que atuam no atendimento, na área financeira e no atendimento clínico e, havendo a gestão da equipe, é possível potencializar a produtividade e evitar a ociosidade.

Desta forma, é essencial para uma boa gestão de clínicas de saúde ocupacional, que o coordenador compreenda a capacidade de entrega de cada membro da equipe, ofereça capacitações necessárias e defina processos.

Colocando em prática estas dicas, é possível minimizar problemas comuns tornando a fila de espera mais enxuta, o atendimento mais rápido, a busca pelo histórico de exames mais rápida, o atendimento dos trabalhadores por diferentes especialistas de forma sincronizada, entre outros.

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